sábado, março 13, 2010

Denuncia de conluio entre grupos de mídia, PSDB e DEM

O líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PT-PE), denunciou na noite de ontem (10), na Câmara dos Deputados, a existência de um conluio entre setores da mídia e da oposição para tentar atingir o PT e a candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República.

Ele observou que a oposição, na falta de um projeto para o país, tem feito uso da mídia para difundir falsas notícias visando a se fortalecer no processo eleitoral. A última tacada da oposição ocorreu nesta quarta-feira, com envio de um pedido à Procuradoria Geral da República de investigação sobre o suposto envolvimento da ministra Dilma e do ex-ministro José Dirceu no caso Telebrás, com base em notícia de jornal já desmentida pelo governo.

Segundo Ferro, a oposição encabeçada pelo PSDB, DEM (ex-PFL) e PPS precisa mostrar ao povo brasileiro o que defende como alternativa ao bem-sucedido projeto que vem sendo executado pelo presidente Lula desde 2003. "A oposição precisa de um eixo para esse enfrentamento, dizer o que quer para o Brasil", comentou. O líder acrescentou que a oposição não informa o que defende para a população pobre, a economia e a política externa, três eixos centrais do governo do PT e aliados.

Escalada

A iniciativa tomada hoje contra a ministra Dilma insere-se, na opinião de Ferro, na escalada de acusações sem fundamento que setores da mídia têm feito contra o PT nas últimas semanas. A palavra de ordem foi dada pelo Instituto Millenium, integrado pelos barões da mídia e que decidiu, no dia 1º, orientar as empresas que o integram a direcionar suas baterias contra o PT, em favor de um candidato da oposição.

"Não aceitamos essa liberdade das empresas que querem nos submeter às suas visões ideológicas e de mercado. Querem nos destruir, mas não aceitamos", disse Ferro. Ele lembrou que o "festival de acusações" agora é alimentado por "algumas figuras do Ministério Público. "A grosseria e a profusão de acusações contra o partido revelam claramente uma postura autoritária e golpista de certas áreas da nossa mídia que não suportam ser governadas pelo presidente Lula".

Ferro disse que a revista Veja, por exemplo, transformou-se em "panfleto reacionário, conservador e golpista, que tenta, a todo custo, interferir no processo eleitoral e conduzir o comitê eleitoral de campanha da oposição". A revista, juntamente com o jornal o Estado de S. Paulo, vai ser processada pelo PT por publicar mentiras contra o partido.

O líder petista observou que o PT saberá enfrentar os ataques da mídia e da oposição, como o fez em 2005. Naquele ano, recordou Ferro, "tentaram golpear o presidente Lula" e um dirigente do DEM chegou a dizer que "essa raça ia ser extinta", numa alusão racista ao PT e à esquerda brasileira. "E estamos aí, governando o Brasil com 80% de aprovação, sendo reconhecidos em todas as partes do mundo como um grande Governo".

Mídia internacional

Ferro assinalou também a diferença de postura entre a mídia internacional e a brasileira, que tratam o Brasil com enfoque tão distinto que aparenta tratar-se de dois países diferentes. Ele reparou que a imprensa internacional elogia o governo Lula, reconhece sua ação, simultaneamente à manifestação de diplomatas estrangeiros que reconhecem que, hoje, não há fórum internacional sem o Brasil participar, dada a projeção alcançada pelo Brasil nos últimos sete anos. Por outro lado, internamente, a mídia brasileira tenta desconstruir o governo do PT e aliados de forma "desesperada".

"Sabemos que esta é uma ação política que tem um lastro ideológico, um lastro eleitoral evidente", disse o líder. "Esse segmento que desconhece que o PT cresceu com a democracia não quer respeitar um partido que se consolidou, tem inserção social". Ele disse que "todos os filiados do PT e seus quadros políticos têm autoridade e a história do seu lado, estão neste país porque fizeram e fazem parte de uma construção democrática, da luta social e política. Rejeitamos essa política de transformar manchete de jornal em processo de disputa eleitoral. Isso é falta de projeto."


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